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A cidade-jardim: os conjuntos residenciais de fábricas (Brasil, 1918-1953)

Telma de Barros Correia

Resumo


Este artigo analisa um conjunto de planos de vilas operárias e núcleos fabris concebidos no Brasil, seguindo - de forma mais ou menos fiel - postulados e ferramentas de projeto difundidos no âmbito do urbanismo das cidades-jardim. Mostra como o urbanismo das cidades-jardim encontrou campo de aplicação em projetos desta natureza no país na primeira metade do século XX, sobretudo nas décadas de 1920, 1930 e 1940. A abordagem destaca três questões: o número significativo de projetos produzidos, suas características e suas referências projetuais. Nesse sentido, o trabalho aborda como se deu a apropriação e reelaboração das cidades-jardim em 14 empreendimentos ligados a fábricas, projetados por profissionais - sobretudo engenheiros e arquitetos - como Ângelo Bruhns, Lincoln Continentino, Ângelo Murgel, Attilio Correa Lima, Francisco Baptista de Oliveira, Abelardo Soares Caiuby e Romeu Duffles. Assinala como estratégias e procedimentos projetuais vinculados aos modelos espaciais das cidades-jardim foram, na maioria das vezes, aplicados de forma parcial e restrita, postura associada aos requisitos de economia que regem os empreendimentos industriais e à urgência como alguns destes conjuntos foram erguidos, exigindo - em alguns casos - que o plano se moldasse ao já construído ou em construção. Destaca o uso, em algumas dessas ocorrências, de fundamentos e ferramentas de projeto empregados e propostos por urbanistas como Barry Parker e Raymond Unwin, bem como as qualidades excepcionais do projeto da vila operária da Companhia Commercio e Navegação, localizada em Niterói (RJ), pela utilização abrangente desse método de projeto, integrando urbanismo, arquitetura e paisagem.

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/0101-4714v22n1a06

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