O Legado da greve de Perus: lembranças de uma luta operária

  • Soraia Ansara Instituto Sedes Sapientiae; Centro Cida Romano
Palavras-chave: Consciência Política, Greves, Movimento Operário, Memória Coletiva, Resistência

Resumo

O presente artigo tem por objetivo apresentar o legado de uma greve operária que durou sete anos (de 1962-1969) no período da ditadura militar no Brasil, destacando a resistência dos trabalhadores do bairro de Perus, localizado na periferia de São Paulo. Este estudo refere-se à dissertação de mestrado intitulada "Repressão e lutas operárias na memória coletiva da classe trabalhadora em São Paulo" na qual analisamos a memória coletiva de diferentes gerações que não viveram o período da greve: netos dos operários, lideranças sindicais e comunitárias atuais. Ao longo deste texto foi apresentado um breve histórico das greves no Brasil e como se deu a luta dos operários da Fábrica de Cimento Perus Portland, conhecida como a "Luta dos Queixadas",¹ destacando-se o legado da greve como uma memória da organização e resistência dos operários. Investigando esse movimento deu-se conta de como, no decorrer dos anos, este movimento operário - demarcado pelo conflito e enfrentamento contra empresário, justiça do trabalho e governo - marcou a história do bairro e, principalmente, a vida das pessoas, influenciando as gerações que se seguiram e se transformando, inclusive, em princípio ético de novas gerações.

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Biografia do Autor

Soraia Ansara, Instituto Sedes Sapientiae; Centro Cida Romano

Mestre e Doutora em Psicologia Social pela PUC-SP, Professora Titular II da Uniradial/Estácio e Educadora do
Centro Cida Romano do Instituto Sedes Sapientiae

Publicado
2009-06-01
Como Citar
Ansara, S. (2009). O Legado da greve de Perus: lembranças de uma luta operária. Cadernos CERU, 20(1), 241-256. https://doi.org/10.1590/S1413-45192009000100014
Seção
Dossiê Amazônia