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Sistemas de informação geográfica, arqueologia da paisagem e geografia ontológica: possibilidades e desafios nos estudos das cidades gregas da Sicília

Christiane T. Custódio

Resumo


A arqueologia da paisagem é um dos campos privilegiados da arqueologia no que concerne à multiplicação de trabalhos que vêm contribuindo para um refinamento de conceitos, metodologias de investigação e importantes resultados no campo das ciências sociais. Não obstante, o terreno – a base sobre a qual se assenta a vida social, as construções, os caminhos e os abrigos – ainda não ocupa um lugar de destaque nas indagações dos arqueólogos, sobretudo como elemento fundamental da definição geográfica dos homens e das significações que dela decorrem. A natureza das cidades antigas também abrange resultados de escolhas conscientes e não conscientes, racionais ou irracionais e quaisquer modelos esquemáticos e universalmente válidos empregados na sua análise são inócuos, por certo. Ainda assim, alguns requisitos essenciais condicionam escolhas que se materializam na ocupação e nos contornos que a cidade adquire ao longo de sua existência. A tecnologia de sistemas de informação geográfica ocupa um espaço de destaque nas investigações, permitindo o ordenamento e a concatenação de fontes diversas, aumentando o potencial informativo dos dados. Adotar escalas de trabalho em níveis intra-local e regional separadamente e recortes temporais bem definidos constitui método adequado de execução da pesquisa. Buscaremos discutir o potencial das ferramentas e da metodologia aplicada ao estudo das estratégias de assentamento das fundações gregas na Sicília no período arcaico e respectivas dinâmicas sociopolíticas

Palavras-chave


SIG; análise espacial; arqueologia; colonização grega

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2177-4218.v7i7p75-98

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