Fisiopatologia, avaliação e tratamento da disfunção erétil: artigo de revisão

  • Andrey Biff Sarris Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
  • Maki Caroline Nakamura Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
  • Luiz Gustavo Rachid Fernandes Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
  • Rodrigo Luiz Staichak Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
  • Alisson Ferreira Pupulim Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
  • Bernardo Passos Sobreiro Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Departamento de Medicina
Palavras-chave: Disfunção erétil/fisiopatologia, Diabetes mellitus, Hipertensão, Fatores de risco, Literatura de revisão como assunto.

Resumo

A disfunção erétil (DE) é a incapacidade recorrente de obter e manter uma ereção que permita atividade sexual satisfatória, sendo a disfunção sexual que mais afeta os homens no envelhecimento. Estima-se que 50% dos homens acima de 40 anos apresentem essa disfunção. Como a prevalência é expressiva, torna-se necessária a realização de uma revisão da literatura sobre epidemiologia, fisiopatologia e tratamento acerca da DE, com o intuito de melhor compreensão da doença. A ereção é dependente de vários fatores como o relaxamento do músculo liso do corpo cavernoso, o aumento do fluxo arterial e a restrição do fluxo venoso de saída. Esses mecanismos podem estar prejudicados em várias doenças, sendo que, em alguns casos, a DE pode ser considerada como marcador precoce de problemas mais graves. Essa disfunção sexual apresenta várias etiologias: vascular, endócrina, neurológica, psicológica/psiquiátrica e relacionada às drogas ou às intervenções cirúrgicas. O próprio tratamento de algumas doenças de base pode ser a causa ou o agravamento da DE, como alguns anti-hipertensivos e antidepressivos. A principal explicação para a DE é a redução da disponibilidade de óxido nítrico, um importante vasodilatador. Contudo, fazem também parte de sua fisiopatologia a obstrução mecânica dos vasos sanguíneos e problemas de transmissão de estímulos neurológicos. A DE é primeiramente avaliada pelo método clínico, mas existem instrumentos avaliativos multidimensionais, sendo o Índice Internacional de Função Erétil considerado o padrão-ouro. O tratamento pontual para esta doença deve ser fundado na sua etiologia. Existem várias linhas de tratamento, sendo os inibidores da fosfodiesterase-5 e a psicoterapia (para DE psicogênica ou mista) os de primeira escolha, associados ou não à reposição de testosterona. Como segunda-linha, tem-se a injeção intracavernosa de substâncias vasoativas. Caso essas terapias não produzam resultado, a prótese peniana pode ser indicada.

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Biografia do Autor

Andrey Biff Sarris, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Graduando em Medicina da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Maki Caroline Nakamura, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)

Graduanda em Medicina da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). 

Luiz Gustavo Rachid Fernandes, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Graduando em Medicina da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Rodrigo Luiz Staichak, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Graduando em Medicina da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Alisson Ferreira Pupulim, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Graduanda em Medicina da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Bernardo Passos Sobreiro, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Departamento de Medicina

Médico Urologista e Professor Adjunto de Urologia do Departamento de Medicina da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Email: .

Publicado
2016-07-21
Como Citar
Sarris, A., Nakamura, M., Fernandes, L. G., Staichak, R., Pupulim, A., & Sobreiro, B. (2016). Fisiopatologia, avaliação e tratamento da disfunção erétil: artigo de revisão. Revista De Medicina, 95(1), 18-29. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v95i1p18-29
Seção
Artigos de Revisão