Diagnóstico bacteriológico das infecções do trato urinário

uma revisão técnica

Autores

  • Ilana L. Baratella da C. Camargo Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo – FCFRP/USP
  • Andresa Maschieto Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo – FCFRP/USP
  • Caio Salvino
  • Ana Lúcia Costa Darini Departamento de Análises Clínicas, Toxicológicas e Bromatológicas. Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo–FCFRP/USP

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v34i1p70-78

Palavras-chave:

Infecções Urinárias. Diagnóstico Laboratorial. Bacteriúria.

Resumo

Entre as doenças mais comuns está a infecção do trato urinário, afetando mais de um sítio ou um único local como a uretra (uretrite), próstata (prostatite), bexiga (cistite) ou rins (pielonefrite). A urina é considerada estéril e pode sofrer contaminação de bactérias da pele, da roupa ou da genitália. Por isso, se não colhida, armazenada e transportada adequadamente, pode-se obter falsos resultados em exames bacteriológicos. Bactérias da família Enterobacteriacea estão envolvidas em quase todas as uretrocistites não gonocócicas, sendo a Escherichia coli o agente causal de aproximadamente 80% dos casos entre mulheres na idade fértil, sem lesões do trato urinário. Outros microrganismos, incluindo Klebsiella sp., Enterobacter sp., Proteus sp., Pseudomonas sp. e Enterococcus sp., são freqüentemente encontrados em pacientes com lesões obstrutivas ou doenças paralíticas, afetando a função renal. Staphylococcus saprophyticus é um importante patógeno oportunista na infecção do trato urinário em humanos, especialmente em mulheres jovens, sexualmente ativas. O paciente deve ser informado quanto aos procedimentos recomendados, relacionados com o horário da colheita, modo de obtenção e toda a assepsia necessária, assim como o profissional deve estar bem atualizado quanto às técnicas utilizadas para o isolamento, identificação e antibiograma. Atualmente, existem métodos químicos automatizados e kits excelentes para o diagnóstico presuntivo de infecções urinárias, auxiliando e agilizando os processos de identificação e de tratamento eficaz ao paciente infectado.

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Biografia do Autor

Ilana L. Baratella da C. Camargo, Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo – FCFRP/USP

Pós-Graduanda. Curso de Pós Graduação em Ciências Farmacêuticas, Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo – FCFRP/USP.

Andresa Maschieto, Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo – FCFRP/USP

Pós-Graduanda. Curso de Pós Graduação em Ciências Farmacêuticas, Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo – FCFRP/USP.

Caio Salvino

 

Bioquímico, Microbiologista. Laboratório Saldanha – Lages/SC.

Ana Lúcia Costa Darini, Departamento de Análises Clínicas, Toxicológicas e Bromatológicas. Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo–FCFRP/USP

Docente do Departamento de Análises Clínicas, Toxicológicas e Bromatológicas. Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo–FCFRP/USP

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Publicado

2001-03-30

Como Citar

1.
Camargo ILB da C, Maschieto A, Salvino C, Darini ALC. Diagnóstico bacteriológico das infecções do trato urinário: uma revisão técnica. Medicina (Ribeirao Preto) [Internet]. 30º de março de 2001 [citado 24º de outubro de 2020];34(1):70-8. Disponível em: http://www.periodicos.usp.br/rmrp/article/view/1194

Edição

Seção

Revisão