Registro em prontuário: reflexões sobre a qualidade documental na terapia ocupacional

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v30i2p110-115

Palavras-chave:

Registros, Documentação, Terapia ocupacional, Controle de formulários e registro, Normas

Resumo

Os registros de Terapia Ocupacional têm por finalidade descrever o processo terapêutico tornando explícito o pensamento crítico, o raciocínio profissional e a tomada de decisões do terapeuta ocupacional. Contudo, a importância do prontuário vai além do âmbito assistencial, visto essas anotações também ser utilizadas no
contexto administrativo, educacional e científico. Mas o desempenho deste procedimento é realizado com qualidade pelos terapeutas ocupacionais? Visando discorrer sobre o tema, serão apresentados pelos autores apontamentos sobre a qualidade dos registros, a partir de uma análise reflexiva norteada pelas diretrizes da profissão sobre documentação. Como principais apontamentos, pode-se afirmar que a prática documental dos terapeutas ocupacionais ocorre de modo inconsistente, fator vinculado ao desconhecimento das diretrizes da profissão, à dificuldades com a linguagem técnica e ao processo de formação inicial e continuada. Recomenda-se a ampliação e aprofundamento de pesquisas sobre o tema para obtenção de estratégias educacionais mais eficazes e sistematizações de modelos de registros melhor gerenciáveis.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Tatiana Barbieri Bombarda, Universidade Federal de São Carlos - UFSCar

Artigo da tese de doutorado “Registro em prontuário: compreensão do processo de ensino aprendizagem no âmbito da Terapia Ocupacional em contextos hospitalares”, de Tatiana Barbieri Bombarda. Orientação Regina H.V. Torkomian Joaquim, Programa de Pós-Graduação em Terapia Ocupacional da Universidade Federal de São Carlos.
Professora Adjunta do Departamento de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de São Carlos. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9478-7945.

Regina Helena Vitale Torkomian Joaquim, Universidade Federal de São Carlos - UFSCar

Professora Associada do Departamento de Terapia Ocupacional da UFSCar. Docente credenciada no Programa de Pós-Graduação em Terapia Ocupacional da Universidade Federal de São Carlos

 

Referências

Santos BRP, Damian IPM. Análise da competência em informação mediante a transição do prontuário físico para o eletrônico. Rev Cub Inf Cienc Salud. 2017;28(4). doi:http://dx.doi.org/10.36512/rcics.v28i4.1177.

Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Resolução nº415, de 19 de maio de 2012, que dispõe sobre a obrigatoriedade do registro em prontuário pelo terapeuta ocupacional, da guarda e do seu descarte e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, n.99, Seção1, 23 maio 2012. Disponível em: https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=3178.

American Occupational Therapy Association. Guidelines for documentation of occupational therapy. Am J Occup Ther. 2008;62(6):684-690. doi: https://doi.org/10.5014/ajot.2013.67S32.

Matthews MM, Jabri JL. Documentação dos serviços de terapia ocupacional. In: Pedretti LM, Early MB. Terapia ocupacional: capacidades práticas para disfunções físicas. São Paulo: Roca; 2004. p.98-107.

College of Occupational Therapists of British Columbia. Practice Standards for Managing Client Information, 2014. Overview. Victoria, BC: COTBC; 2014 [cited 13 jul. 2018]. Available from: https://cotbc.org/wpcontent/uploads/COTBC_ManagingClientInfo_Standards2014_ALL.pdf.

Possari JF. Prontuário do paciente e os registros de enfermagem. 2a ed. São Paulo: látria; 2007.

Marin HF, Massad E, Azevedo Neto RS. Prontuário eletrônico do paciente: definições e conceitos. In: Massad E, Marin HF, Azevedo Neto RS, et al. O prontuário eletrônico do paciente na assistência, informação e conhecimento médico. São Paulo: H. de F. Marin; 2003. p.1-20.

College of Occupational Therapists of Ontario. Practice Guideline: client records. Ontario; 1999 [cited 28 mar. 2019]. Available from: https://www.coto.org/docs/default-source/default-document-library/record-keeping-standard-jan1.pdf?sfvrsn=10.

Pierre BL, Sonn U. Occupational therapy as documented in patient´s records: Part II: What is proper documentation? Contradictions and aspects of concern form the perspective of OTs. Scand J Occup Ther. 1999;6:3-10. doi: https://doi.org/10.3109/11038129609106687.

Pierri BL. Occupational Therapy as Documented in Patients Records Part III. Valued but not Documented. Underground Practice in the Context of Professional Written Communication. Scand J Occup Ther. 2001;8(4):174-83. doi: https://doi.org/10.1080/110381201317166531.

Hedberg-Kristensson E, Iwarsson S. Documentation quality in occupational therapy patients records: focusing on the technical aid prescription process. Scand J Occup Ther. 2003;10:72-80. doi: https://doi.org/10.1080/11038120310009434.

Rischmuller R, Franzsen D. Assessment of record keeping at schools for learners with special educational needs in the Western Cape. S Afr J Occup Ther. 2012;42(2):13-20. Available from: http://www.scielo.org.za/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2310-38332012000200005&lng=en.

Bombarda TB, Palhares MS. O registro de práticas interventivas da terapia ocupacional na educação inclusiva. Cad Bras Ter Ocup. 2015;23(2):285-94. doi: https://doi.org/10.4322/0104-4931.ctoAO0496.

Pelissari DC, Palhares MS. O registro da intervenção no prontuário pelo terapeuta ocupacional em um ambulatório infanto-juvenil. Cad Bras Ter Ocup. 2015;23(4):711-22. doi: https://doi.org/10.4322/0104-4931.ctoAO0497.

Davis J, et al. Communicating evidence in clinical documentation. Aust Occup Ther J. 2008;55:249-55. doi: https://doi.org/10.1111/j.1440-1630.2007.00710.x.

Buchanan H, Jelsma J, Siegried N. Practice-based evidence: evaluating the quality of occupational therapy patient records as evidence for practice. S Afr J Occup Ther. 2016;46(1):65-73. doi: http://dx.doi.org/10.17159/2310-3833/2016/v46n1a13.

Gillete NP. A data base for occupacional therapy: documentation through research. Am J Occup Ther. 1982;36(8):499-501. https://doi.org/10.5014/ajot.36.8.499.

Drumond AF. Fundamentos da terapia ocupacional. In: Cavalcanti A, Galvão C. Terapia ocupacional: fundamentação e prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2007. p.10-17.

Butts DS, Nelson DL. Agreement between Occupational Therapy Practice Framework Classifications and Occupational Therapists’ Classifications. Am J Occup Ther. 2007;61(5):512-8. doi: https://doi.org/10.5014/ajot.61.5.512.

Creek J. The core concepts of occupational therapy: a dynamic framework for practice. London: Jessica Kingsley Publishers; 2010.

Magalhães L. Ocupação e atividade: tendências e tensões conceituais na literatura anglófona da terapia ocupacional e da ciência ocupacional. Cad Bras Ter Ocup. 2013;21(2):255-63. doi: https://doi.org/10.4322/cto.2013.027.

Silva LCS, et al. Inconformidades acerca dos registros em prontuários: percepção dos trabalhadores de saúde da região central do Brasil. Atas CIAIQ. 2017;2:1570-7 [acesso em 04 de março 2019]. Disponível em: https://proceedings.ciaiq.org/index.php/ciaiq2017/article/view/1509.

Downloads

Publicado

2019-08-27

Como Citar

Bombarda, T. B., & Joaquim, R. H. V. T. (2019). Registro em prontuário: reflexões sobre a qualidade documental na terapia ocupacional. Revista De Terapia Ocupacional Da Universidade De São Paulo, 30(2), 110-115. https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v30i2p110-115

Edição

Seção

Artigo Original