Tatuagem: cultura de massas e afirmação subjetiva incorporadas

  • Maria Ângela Pavan UFRN
  • Josimey C. Silva UFRN
Palavras-chave: Cultura, consumo, corpo, comunicação, subjetividade

Resumo

Como afirmar a própria subjetividade e pertenças identitárias num mundo em constante mudança pelo excesso de informação midiática e pela alternância de papéis sociais? Para jovens urbanos, o consumo cultural possibilita utilizar a imagem do próprio corpo como instância de incorporação de valores, símbolos midiáticos e expressão de subjetividade a partir de sua escolha por produtos simbólicos veiculados pela mídia da comunicação de massa e tatuados na pele. Com suporte principal em Hall, Canclíni, Morin e Le Breton, partimos do pressuposto de que não existe realidade sem representação da linguagem; assim, a opção por certos tipos de narradores midiáticos da cultura contemporânea põe em foco o simbolismo sobreposto à pele, que reproduz imagens icônicas de bandas, filmes e desenhos animados ou de quadrinhos. Essas imagens são resíduos de memórias individuais/coletivas ostentadas socialmente e que discursam sobre as relações de consumo dos sujeitos sociais e as novas sensibilidades originadas da convivência tecnologicamente midiatizada.

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Biografia do Autor

Maria Ângela Pavan, UFRN
Doutora em Multimeios plea UNICAMP; professora do Departamento de Comunicação da UFRN e membro do Grupo Pragma – Pragmática da Comunicação e Mídia: teorias, linguagens, indústrias culturais e cidadania da UFRN. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Linguagem e Narrativas da UNESP.
Josimey C. Silva, UFRN
Doutora em Ciências Sociais/Antropologia pela PUC-SP; professora do Departamento de Comunicação Social, do Programa de Pós Graduação em Estudos de Mídia e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, todos da UFRN.
Publicado
2010-06-03