Entre o normal e o patológico: Ludwik Fleck, Georges Canguilhem e a gênese da epistemologia histórica

Palavras-chave: Fleck, Canguilhem, epistemologia histórica, história da ciência, historiografia da ciência

Resumo

O objetivo deste artigo é abordar, a partir de alguns aspectos do pensamento de Ludwik Fleck e Georges Canguilhem, a emergência da epistemologia histórica na história da ciência. Em especial, busca-se nesses autores a contribuição da matriz biológica, ou das ciências da vida, como referência central na constituição da epistemologia histórica. Em outros termos, mais que perceber semelhanças entre Fleck e Canguilhem, o objetivo é mostrar como, ao formular de modo independente suas concepções de história da ciência – especialmente a história da medicina – esses autores contribuíram decisivamente na formulação das bases de uma epistemologia histórica que constituirá, ao longo do século XX, um novo estilo de pensamento para a compreensão da história da ciência.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Mauro Lucio Leitão Condé, Universidade Federal de Minas Gerais

Departamento de História

Programa de Pós-graduação em História (Ciência e Cultura na História)

Publicado
2016-05-27
Como Citar
Condé, M. (2016). Entre o normal e o patológico: Ludwik Fleck, Georges Canguilhem e a gênese da epistemologia histórica. Intelligere, 2(1), 51-67. https://doi.org/10.11606/issn.2447-9020.intelligere.2016.114460