Mutationen I de Claudio Santoro, para cravo industrial e fita magnética

uma obra protesto?

  • Carlo Vinícius Rosa Arruda Universidade Estadual de Campinas
Palavras-chave: Claudio Santoro, Música eletroacústica, Século XX, Antoinette Vischer, AI-5

Resumo

Mutationen I de Claudio Santoro é a primeira peça de uma série de doze obras que levam o mesmo título. Com diferentes instrumentos e fita magnética, essa primeira peça, criada em 1968 para cravo e fita magnética, constitui de elementos que caracterizavam a música de vanguarda e experimental da época em associação com o instrumento que – durante a primeira metade do século XX – serviu como referência sonora da representação do “som do cravo”: o cravo industrial. Trata-se de uma obra pouco visitada, talvez por trabalhar abordagens não convencionais para com os instrumentos que são tocados hoje em dia, como o cravo historicamente copiado. O objetivo principal trata de uma breve exposição bibliográfica dos ideais sociais e políticos ocorrentes na época que poderiam ter servido como força motriz para a criação dessa série de doze peças, possibilitando assim gerar ampla compreensão do que Santoro alega como a “democratização da música eletrônica”.

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Biografia do Autor

Carlo Vinícius Rosa Arruda, Universidade Estadual de Campinas

Possui graduação em Comunicação Social pela Universidade de Uberaba (2006), graduação em Música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013) e mestrado em Música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2012). Doutor em Música pela Universidade Estadual de Campinas (2017). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Música, atuando principalmente nos seguintes temas: Claudio Santoro (1919-1989) e apectos relacionados ao cravo. Professor de Teclado do Conservatório Estadual de Música Renato Frateschi.

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Publicado
2019-12-22
Como Citar
Arruda, C. V. (2019). Mutationen I de Claudio Santoro, para cravo industrial e fita magnética. Revista Música, 19(2), 319-338. https://doi.org/10.11606/rm.v19i2.163192